segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como eu racionalizei o meu preconceito

Breve re-abertura do site, não que eu vá postar coisas com frequência, mas acho que esse texto vale a pena ser posto e já tinha esse espaço aqui.


  Tem gente que é Botafogo né. Mas eu, como tricolor, não posso me juntar com flamenguistas e vascaínos e proibir que esse tipo de gente "se prolifere". Posso até pensar, não importando a origem do pensamento, que eles não devem ter os mesmo direitos. Mas peraí, se eu enquanto tricolor estivesse no outro lado da moeda, com uma característica minha sendo tomada como total descritiva de todo o meu caráter, acho que eu lutaria pra que meus direitos como cidadão fosse respeitado. Que eu pudesse, como todos os outros, poder me juntar com aqueles que gostam do que eu gosto, sem ser julgado por isso ou somente por isso, sem nenhum conhecimento além dessa característica isolada que é alçada a definidora de mim. Não por mim, afinal eu posso preferir me definir como arquiteto, como velejador, como pai de 2 filhos [adotados, afinal o que não faltam são orfanatos cheios e sou capaz de amar alguém, olhe que loucura, pela capacidade que esse alguém tem de me amar], mas por aqueles que insistem em me definir como aquele que deve ser excluído e ter seus direitos tolhidos, afinal, "ele não torce pro time certo".
               
  Ora veja só, eu não preciso gostar do que você gosta, mas eu preciso respeitar que você goste do que gosta, pra que você respeite o que eu gosto. E tanto faz se é de time, de religião ou de política, ou até, se é de gente do mesmo sexo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

.: Sobre filosofia e outras besteiras... :.

Bom, só pra esclarecer o outro post e a resposta da Aimée:
Não é uma formúla, qualquer tentativa de simplificação de algo tão complexo seria uma tremenda falha da minha parte, o que eu tentei apontar e acho que pela resposta da Aimée não ficou tão claro foi: A predisposição das pessoas a aceitarem o dinheiro como guia das suas ações. Quero dizer com isso que, quanto mais as pessoas guiam suas ações pela quantidade de dinheiro que elas ganham, elas limitam sua individualidade na maioria dos casos. É óbvio que existem exceções a regra, e essa é a graça do mundo, não é mesmo?

Outra coisa, Simmel de fato era filósofo (me desculpem se o acento tá no lugar errado, to escrevendo 1:26 da matina!). O que eu quis dizer foi: enquanto outros se preocupavam mais com questões como Deus e suas aplicações no mundo prático (ou no nível negativo influenciando no positivo para os especialistas) como Weber, por quem, por sinal, quem vos escreve tem muita raiva.

Atendendo a solicitação da minha primeira leitora, falarei de maneira geral sobre bandas estilos e correlatos.
Vou começar com a mais importante e melhor banda de todos os tempos para 85% dos metaleiros (Fonte da pesquisa: NÃO SEI /OI):

Iron Maiden.

Tratada como uma banda satanista, cheia de mensagens subliminares e outras teorias conspitaratórias das mais diversas na verdade é apenas uma banda de metal old style, muito embora seu novo CD tenha umas batidas de prog, estilo Rush, que dão um tom renovado que a banda precisava a um certo tempo. Apesar de excelente, como quase todos os albúns, A Brave New World deixou um bocado a desejar no quesito renovação.

Músicas Sugeridas:
~>2 minutes to midnight
~>The Number of the Beast
~> The rime of the ancient mariner
~> The Clairvoyant
~> Blood Brothers

Rush
Prog na veia. Seus sintetizadores e a voz única de "God" Lee, junto com a bateria imcomparável de Neil Peart e o mago (e também controlador de vôo) Alex Lifeson na guitarra, o Rush é sem dúvida a melhor banda de prog que eu já ouvi. Faz parte de um dos meus sonhos visitar Vancouver, cidade natal dessa fantástica banda.

Músicas Sugeridas:

~> Freewill
~> Bravado
~> Dreamline
~> Red Sector A
~> Distant Early Warning

AC/DC:

Por favor: AC/DC = Metal tradicional, old school, como quiser chamar. Só botei aqui porque já tive discussões sobre isso. Angus Young é foda. (Simplesmente tive que falar isso XD)

Música Sugerida: Hells Bells

Sonata Arctica:

Ainda não ouvi nenhum trabalho deles com o novo guitarrista, desde que Jani saiu acho que eles não lançaram nada, mas preciso me atualizar sobre isso, coisa que só farei amanhã, com certeza. Vocês irão me perdoar mas não consegui até hoje gravar o nome dos integrantes, aquela porra daquele finlandês é difícil pra caralho, me desculpem as pessos de mente pura que venham a ler isso.

Músicas Sugeridas:

~> Kingdom for a heart
~> Replica
~> Tallulah
~> Blank File
~> Don't say a word

Bom, não esgotarei o tema por agora, até porque minha palpebras estão fechando e meus sisos doendo barbaramente. Só lembrando que essa não é a SUA lista de músicas favoritas, é a minha e as músicas que eu acho que as pessoas deveriam ouvir dessas excelentes bandas.
Por fim gostaria de dizer algo aqui que eu ainda não gritei em lugar nenhum mas que preciso fazer em algum lugar: FÉRIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS PORRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAA!

terça-feira, 7 de julho de 2009

.: Impessoalidade Individual :.

Como a maioria dos textos que eu já fiz, o de hoje tem inspiração de um outro pensador que estudo na minha facul: Simmel, teórico ensaísta e preocupado com a sociedade e não com questões tão filosóficas quantos outros textos. Enfim... Meu texto hoje se baseia no seu pensamento e algumas conclusões que eu tirei dele.

Vou começar com uma coisa bem simples: Quanto de dinheiro você tem agora, na sua carteira, cofrinho de porquinho, jogado em cima de sua mesa, perdido dentro da sua bolsa, etc? A quantidade no mundo de hoje é bastante importante. Quantas pessoas com pouco dinheiro você já viu fazerem coisas extravagantes? Não estou falando de pessoas que tem atos exdruxúlos, bizarros. Estou falando de pessoas que se vestem de maneira exclusiva, algo que ninguém "normal" pensa em usar no seu dia-a-dia. Ou seja, uma individualidade, uma persona que se sobrepõe a um padrão social, um jeito de pensar uniforme. O que eu quero dizer é: Quanto mais dinheiro você tem, mais você pode se diferenciar da malta, dos iguais e ser diferente. Como Orwell diz em seu famoso Animal Farm: "Todos somos iguais, mas uns são mais iguais que os outros". Essa frase tem seu quinhão de verdade, mas acho que a formulação mais própria seria: "Todos podem ser iguais, mas quem pode mais, é diferente."

Segundo Simmel o dinheiro tornou as relações impessoais, isso é, você não precisa conhecer a pessoa com quem você está realizando um troca comercial, compra e venda. Basta que a pessoa queira te vender alguma coisa e você tenha o dinheiro suficiente pra comprar aquela coisa, ou a situação inversa, em qualquer uma das duas, você não precisa conhecer a pessoa pra quem você está vendendo algo ou comprando algo. A relação se desfaz no momento que você compra ou vende. Não é preciso saber o nome, a idade, a história de vida daquela pessoa, ou seja, o dinheiro torna as pessoas quantificáveis pela sua quantidade de dinheiro e pela validade desse, mas tão logo fatores preenchem os requisitos eles servem para definir quem você é e quem você pode ou não ser.

O que eu quero dizer é: O dinheiro te dá a liberdade de ser quem ser quer ser no mundo de hoje. Quanto menos dinheiro as pessoas tem, maiores são as influências da sociedade sobre a maneira de agir dessa pessoa, maiores as tendências para ela seguir o comportamento considerado padrão. A sua liberdade é tão realtiva quanto a quantidade de dinheiro que você tem na conta bancária. É muito hoje, pode não ser nada amanhã. É tão relativo que faria Einstein dançar no caixão. Portanto, não se prenda a algo que é tão realtivo, e tão impessoal. Busque sua essência na força da sua personalidade, não se baseie no que os outros pensam, eles não podem te dizer o que fazer. Também não é pra sair por aí, infligindo a lei também...Mas tente se sobrepor ao padrão. Afinal como diz o ditado: A maioria é sempre burra.

quinta-feira, 11 de junho de 2009


Ando meio sem inspiração ultimamente. Tenho tentado reunir algumas coisas que andam meio confusas na minha cabeça , mas isso anda sendo um trabalho penoso, pra não dizer impossível. Por essa razão eu me vali de um recurso muito bom para esses momentos:

Músicas. Muitas músicas.

E são ao que dedico minha postagem de hoje.

Andar perdido, talvez incerto do que se quer pro futuro. Eu já me senti assim, não acho que seja o único que chego a me preocupar com isso. Manter a vigilância para não ser traído por aqueles que mais se confia nunca foi meu forte e acho que nem preciso, afinal, eu confio nessas pessoas, não teria motivo para manter vigília.

Mas algo vem me pertubando ultimamente. Minhas escolhas.

Sempre procurei fazer de tudo para deixar aqueles que prezo numa situação agradável, usando até o último pingo da minha disposição para isso. Mas ando me perguntando: Será que isso vale mesmo a pena? A cada dia que passa sinto cada vez mais que meus esforços são em vão. A algum tempo a pessoa a quem mais me dediquei, pela qual fiz grandes sacrifícios e a qual ajudei quando ela mais precisou, me chamou de coisas me machucaram profundamente, que até hoje ressoam dentro de mim, e que me fazem pensar: "Porra, eu sou mesmo um hipócrita?" "Fiz tudo isso só por interesse?" Começo desse ano eu achei que eu tinha achado uma resposta: Que ela estava errada.

Nunca fui hipócrita, defendi tudo que acreditava abertamente, e se mudei de opinião no meio do caminho, deixei, ou pelo menos tentei deixar, claro o porque da minha mudança. Se eu já fiz coisas por interesse? Porra, quem nunca fez? Agora um interesse maldoso, de tentar prejudicar alguém para tirar proveito da situação isso é algo que eu JAMAIS faria. Aliás, aconselho fortemente: Nunca façam isso.

Acho que eu cheguei a conclusão que caminhos errados todos nós tomamos, agora o que fazemos para voltar ao caminho certo é o que vale. Desculpas e ressntimentos não adiantam de nada. O que realmente faz a diferença é como que se volta ao caminho certo. Como que se refaz o dano causado. E não to falando só de quem me machucou não. Estou falando também de quem eu machuquei, mas eu pelo menos tento fazer a minha parte, dentro daquilo que me é possível fazer.

Não sei se isso vai trazer algo de bom para aquela que até agora é minha única leitora. Mas se mais alguém chegar a ler isso, espero que consigam aprender com o meu erro e principalmente com o erro dos outros.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

.: Drink and D(rv)i(v)e :.

Se você entende inglês e, como eu sugeri na primeira postagem, lê jornais de qualidade ou, ao menos, vê noticiários, deve ter entendido a brincadeira. Se não, bom, estoudecepcionado por você, mas vou explicar, pois esse também é um blog democrático.

Drink = Beber

And = E

Drive = Dirigir

Die = Morrer

No caso, o título seria: Beba e Dirija(Morra);

Mas por que diabos esse título? Bom, como no caso daquele no mínimo, inconseqüente, vereador que após alguns [na verdade, esse é um fato não apurado, mas como opinião pessoal, MUITOS] goles de bebidas alcoólicas, saiu com seu carro e acabou por matar 2 jovens que nada tinham a ver com a bebedeira do político. Ou seja, esse é um caso ainda mais grave, por 2 motivos principais:

  • Se esse indivíduo tivesse saído e se matado, menos mal. Mas ele acabou detruindo uma família, destruindo os sonhos de outras pessoas.
  • Esse senhor vai ser julgado em foro especial e, se condenado, vai ficar em prisão especial. Ou seja, ele não usa seu intelecto pra beber, mas pra ser julgado, ele pode ser julgado.
Existem diversas leis que são absurdas, outras inúteis. Outras ainda que só existem para os favorecidos, ou seja, aquela idéia de igualdade para os cidadãos foi pra ... ainda que eu aceitasse a idéia de Rousseau de que os que são parte do governo devem ter privilégios, uma vida é sempre um vida, e não deveria ser tratada como com certeza o será pelos tribunais, tendo alguma influência da base governista e não precisa ser nenhum médium para constatar isso, basta um exame recente das medidas do governo.

Para além desse ponto de aviso e apelo, ao qual retornarei mais tarde, também estou aqui fazendo um apelo pela humanização do sistema jurídico e legislativo. Não quero dizer que deva-se deixar levar pelas emoções completamente, ou que se deva achar que somente isso resolverá o problema, é apenas uma das vias de solução. Acho até que existe uma humanização no seio desses sistemas, o problema é como ela é direcionada. Os deputados e juízes tendem a usufruir de certas falhas do sistema para ajudar seus amigos (e em certos casos, comparsas).

Voltando ao ponto princ ipal da postagem:

E agora eu vou ser bem chato mesmo... Porra, qual a graça de encher a cara?
Cada um tem seu motivo para beber o que quer que seja, no meu caso específico bebo porque o algo que bebo tem um gosto bom. São raras as bebidas alcoólicas que tem um gosto bom. Mas o gosto também não é o ponto, o ponto é:

NÃO IMPORTA SE VOCÊ BEBE, COM TANTO QUE O FAÇA COM RESPONSABILIDADE!

Ah... e é claro, presumo que você também tenha 18 anos...afinal, beber abaixo dessa idade é ilegal. Além disso, prejudica seu desenvolvimento intelectual [coisa que algumas pessoas parecem que não se importam realmente, afinal, papai/mamãe vai viver pra sempre pra sustentar...] , prejudica seu desenvolvimento físico além de causar danos futuros, doenças como hepatite A, linfomas, pedras nos rins e etc.

Acho que já passei minha mensagem, espero que as pessoas leiam e criem um pouco de consciência.

The pretender
Foo Fighters

domingo, 10 de maio de 2009

.~ Os verdadeiros poetas ~.

Querer muito
E não pedir nada
Responder as cartas mandadas
Jogá-las fora
Se não tem certeza
Se arrisque
Se lançe na noite
E voe como um pássaro hesitante
Não peça respostas, pois não as tenho
Não tenho fórmulas, nem sucessos
Mas tenho vontade e essa luta
Luto
Um dia chegará ao fim.

sábado, 4 de abril de 2009

.: Confiança :.

Muito embora ninguém tenha visitado isso aqui, ainda creio que isso um dia ocorrerá, por isso que continuo escrevendo.

O tema de hoje é: Confiança.

Não vou falar só de confiança entre pessoas, mas sobre algo que move o nosso mundo. Confiança no sistema de trocas. A inspiração veio de um escritor inglês, senhor Anthony Giddens.

No livro o qual me inspirei, ele menciona um fator importante nas trocas comerciais: a confiança na moeda. Mas o que isso significa? E porque diabos eu estou escrevendo sobre isso agora? Bom, continuem lendo que vocês vão entender.

Bom, no livro Giddens menciona que muitas das relações de comércio pós era feudal se davam não mais pelo escambo, ou seja, 1 kg de tomate por 1 kg de arroz, por exemplo, mas por relações moentárias, 3 reais por 1 kg de arroz, por exemplo. Isso levou a uma impessoalização das relações comerciais, mas isso também implicava numa confiança naquele dinheiro, ou seja, que havia um sistema por trás dessa troca comercial que garantia a liquidez, isso é, que aquele dinheiro era válido para trocas comerciais.

Mas isso leva a outro ponto: E se você resolve não confiar nesse pedaço de papel? Se você acha que ele é falso, ou que não vale o produto que você está vendendo, seja ele um alimento, ou qualquer coisa, ou sua força de trabalho? É algo a se pensar né?

Se você já viu "O homem que copiava" com Lázaro Ramos, deve entender o que eu estou falando. Como alguém pode saber que uma nota vale o que ela "diz" que vale? As falsificações podem ser muito bem feitas, depende do falsificador. É uma questão de ética, pura e simplesmente. Não estou dizendo que o dinheiro que você tem no seu bolso, na sua carteira ou no seu cofrinho de porquinho não valham nada, afinal isso seria loucura hoje em dia, mas é uma questão interessante e que posso explorar na vida pessoal, objetivo do post de hoje.

Você, acredito eu, deve ter amigos. Alguns deles de infância, outros não tão antigos assim, mas com os quais você convive, troca confições, alguns podem até saber mais de sua vida do que sua própria mãe (e, não se surpreendra com isso, conheço diversos casos), estou certo? Partindo do pressuposto que sim, te faço a seguinte pergunta:

Você já parou pra pensar se eles são realmente alguém que vocês confiam?

Hey! Calma! Não estou querendo dizer que você tenha de se tornar um louco paranóico com essa questão. Eu confio em pessoas sem exigir nada em troca delas. Isso é comum, acredite em mim. Não precisa, ao encontrar seu melhor amigo (a) da próxima vez, pedir a ele um certificado de confiança. Só quero que você pense em quem realmente você pode confiar e não sair confiando em qualquer um. Eu, por exemplo, conheço uma pessoa a pouco mais de 1 ano, e considero-a meu irmão. Mas é uma questão de avaliação pessoal, há certas pessoas que são excelentes atores, ou mesmo excelentes enganadores. As vezes está na frente dos nossos olhos que aquela pessoa não presta, mas ainda sim damos uma chance a ela. É o mesmo princípio do dinheiro. Você não compra algo com cruzados, cruzeiros ou contos de réis hoje em dia, eles não valem mais nada! Ninguém mais confia neles. Não confie em quem já te passou pra trás, e só confie em quem for "rentável".
Acho que vou voltar nisso depois, mas /fikdik.

Música de hoje:
Lostprophets - Fake sound of progress