Muito embora ninguém tenha visitado isso aqui, ainda creio que isso um dia ocorrerá, por isso que continuo escrevendo.
O tema de hoje é: Confiança.
Não vou falar só de confiança entre pessoas, mas sobre algo que move o nosso mundo. Confiança no sistema de trocas. A inspiração veio de um escritor inglês, senhor Anthony Giddens.
No livro o qual me inspirei, ele menciona um fator importante nas trocas comerciais:
a confiança na moeda. Mas o que isso significa? E porque diabos eu estou escrevendo sobre isso agora? Bom, continuem lendo que vocês vão entender.
Bom, no livro Giddens menciona que muitas das relações de comércio pós era feudal se davam não mais pelo escambo, ou seja, 1 kg de tomate por 1 kg de arroz, por exemplo, mas por relações moentárias, 3 reais por 1 kg de arroz, por exemplo. Isso levou a uma
impessoalização das relações comerciais, mas isso também implicava numa
confiança naquele dinheiro, ou seja, que havia um sistema por trás dessa troca comercial que garantia a liquidez, isso é, que aquele dinheiro era válido para trocas comerciais.
Mas isso leva a outro ponto: E se você resolve não confiar nesse pedaço de papel? Se você acha que ele é falso, ou que não vale o produto que você está vendendo, seja ele um alimento, ou qualquer coisa, ou sua força de trabalho? É algo a se pensar né?
Se você já viu "O homem que copiava" com Lázaro Ramos, deve entender o que eu estou falando. Como alguém pode saber que uma nota vale o que ela "diz" que vale? As falsificações podem ser muito bem feitas, depende do falsificador. É uma questão de ética, pura e simplesmente. Não estou dizendo que o dinheiro que você tem no seu bolso, na sua carteira ou no seu cofrinho de porquinho não valham nada, afinal isso seria loucura hoje em dia, mas é uma questão interessante e que posso explorar na vida pessoal, objetivo do post de hoje.
Você, acredito eu, deve ter amigos. Alguns deles de infância, outros não tão antigos assim, mas com os quais você convive, troca confições, alguns podem até saber mais de sua vida do que sua própria mãe (e, não se surpreendra com isso, conheço diversos casos), estou certo? Partindo do pressuposto que sim, te faço a seguinte pergunta:
Você já parou pra pensar se eles são realmente alguém que vocês confiam?
Hey! Calma! Não estou querendo dizer que você tenha de se tornar um louco paranóico com essa questão. Eu confio em pessoas sem exigir nada em troca delas. Isso é comum, acredite em mim. Não precisa, ao encontrar seu melhor amigo (a) da próxima vez, pedir a ele um certificado de confiança. Só quero que você pense em quem realmente você pode confiar e não sair confiando em qualquer um. Eu, por exemplo, conheço uma pessoa a pouco mais de 1 ano, e considero-a meu irmão. Mas é uma questão de avaliação pessoal, há certas pessoas que são excelentes atores, ou mesmo excelentes enganadores. As vezes está na frente dos nossos olhos que aquela pessoa não presta, mas ainda sim damos uma chance a ela. É o mesmo princípio do dinheiro. Você não compra algo com cruzados, cruzeiros ou contos de réis hoje em dia, eles não valem mais nada! Ninguém mais
confia neles. Não confie em quem já te passou pra trás, e só confie em quem for "
rentável".
Acho que vou voltar nisso depois, mas /fikdik.
Música de hoje:
Lostprophets - Fake sound of progress